MULHER
VEJA O VÍDEO: Médica mata ex-marido a tiros e diz que agiu para proteger a filha
Crime foi registrado por câmeras de segurança em frente a uma unidade de saúde. A suspeita confessou os disparos e alegou medo, ameaças e descumprimento de medida protetiva.
A médica Nadia Tamyres foi presa após confessar ter matado a tiros o ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, de 42 anos. O crime aconteceu em frente a uma Unidade Básica de Saúde, no Sítio Capim, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas.
Câmeras de segurança registraram toda a ação. Nas imagens, Alan aparece dentro de um carro estacionado, conversando com uma mulher que estava em uma motocicleta.
Pouco depois, Nadia chega dirigindo um veículo preto, desce segurando uma arma e permanece apontando na direção do ex-marido por alguns segundos. Em seguida, ela efetua diversos disparos.
Alan ainda tenta escapar dando marcha à ré, mas é atingido e morre dentro do automóvel. Após o crime, Nadia deixa o local.
Horas depois, a médica foi localizada e presa em Maceió. A arma que teria sido utilizada no homicídio também foi apreendida.
Durante depoimento, Nadia confessou os disparos, mas afirmou que acreditava estar diante de uma ameaça. Segundo o relato dela, o ex-marido estaria próximo de sua residência apesar de uma medida protetiva que determinava distância mínima de 300 metros.
A médica também declarou que havia denunciado Alan por um suposto abuso cometido contra a filha do casal. Ela afirmou que enfrentava havia cerca de um ano e meio uma disputa judicial e emocional para proteger a criança.
A acusação de abuso, no entanto, ainda deve ser tratada como parte do relato apresentado por Nadia e dos procedimentos investigativos e judiciais. Não há, nas informações divulgadas, confirmação de uma condenação definitiva contra Alan por esse fato.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a suspeita alegou legítima defesa e disse ter acreditado que o ex-marido poderia atacá-la ou avançar com o veículo contra ela.
As imagens, porém, serão analisadas durante a investigação para esclarecer a dinâmica do crime e verificar se havia uma ameaça atual capaz de sustentar a versão apresentada pela médica.
A Polícia Militar informou ainda que uma audiência realizada na semana anterior havia autorizado Alan a visitar a filha uma vez por semana. Conforme o registro policial, Nadia teria demonstrado forte inconformismo com a decisão.
Também será investigada a informação de que a médica teria feito declarações preocupantes sobre a guarda da criança. Após o homicídio, a menina foi localizada na casa da avó materna e permaneceu sob os cuidados dela por decisão do Conselho Tutelar.
A Polícia Civil apura o assassinato, as denúncias anteriores, as medidas protetivas, as ameaças relatadas e a disputa judicial envolvendo a filha do ex-casal.
Nadia permanece presa e à disposição da Justiça. O caso continua sob investigação.
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