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El Niño ganha força e agosto terá calor extremo, umidade crítica e temporais no Brasil

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O fortalecimento do El Niño deve tornar agosto de 2026 um mês marcado por extremos climáticos no Brasil. Enquanto a Região Sul enfrenta previsão de chuva acima da média e episódios de tempo severo, o Centro-Oeste, o Sudeste e partes do Norte e Nordeste devem registrar calor intenso, ar seco e possibilidade de ondas de calor.

A previsão da Climatempo aponta que a influência do fenômeno será mais evidente no Sul, com risco de temporais, ventania e granizo. No Rio Grande do Sul, a preocupação é maior devido ao solo já encharcado pelos episódios de chuva registrados em julho. 

O El Niño já está ativo e deve continuar se fortalecendo até o fim de 2026. A NOAA estima 97% de probabilidade de o fenômeno persistir até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte, período correspondente ao começo do outono no Brasil. Existe ainda uma previsão elevada de que o evento alcance intensidade muito forte entre outubro e dezembro. 

Centro-Oeste terá calor e umidade crítica

Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, agosto será marcado pelo predomínio do tempo quente e seco. A umidade relativa do ar poderá ficar abaixo de 20% em vários momentos, condição que exige atenção com a saúde, principalmente durante as tardes.

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Também não está descartada a ocorrência de ondas de calor, especialmente em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.

Apesar do tempo seco, a passagem de frentes frias poderá provocar chuva pontual em algumas áreas. A previsão indica possibilidade de volumes acima da média no oeste e sul de Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul.

Sul permanece em alerta

A Região Sul deve concentrar os maiores volumes de chuva do país ao longo do mês. A previsão é de precipitação acima da média nos três estados, acompanhada por temporais frequentes.

As instabilidades poderão provocar rajadas fortes de vento, granizo e novos transtornos, principalmente no Rio Grande do Sul.

Sudeste alternará calor e frentes frias

O Sudeste também deverá enfrentar temperaturas elevadas e baixa umidade durante boa parte de agosto.

A passagem de sistemas frios poderá provocar chuva em São Paulo, no Triângulo Mineiro, no Sul de Minas, na Zona da Mata, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo. Essas mudanças deverão amenizar o calor apenas temporariamente.

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Norte e Nordeste terão comportamentos diferentes

No Nordeste, o tempo seco deve predominar no interior, enquanto a chuva ficará mais concentrada no litoral, principalmente entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte.

Na Região Norte, Pará, Rondônia e Acre poderão registrar chuva acima da média. Já o norte do Amazonas e Roraima devem ter precipitação abaixo do esperado.

O INMET também prevê temperaturas acima da média em grande parte do país no segundo semestre, situação que aumenta o risco de ondas de calor e incêndios florestais. 

A população deve acompanhar diariamente os alertas meteorológicos, especialmente nas áreas sujeitas a calor extremo, baixa umidade, tempestades e chuva volumosa.

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